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Conheça projetos que ajudam mulheres durante a pandemia

Atualizado: Out 20

Projetos mineiros liderados por mulheres colaboram com kits de higiene, cestas básicas, pagamento de contas e fraldas para os bebês

Foto: Evgeni Tcherkasski/ Unsplash

Por Nathalia Ilovatte


Da vulnerabilidade econômica à maior exposição à violência, os impactos da pandemia de Covid-19 afligem mais intensamente as mulheres.


Para diminuir o desamparo e o sofrimento delas, outras mulheres uniram forças para arrecadar doações, montar kits de higiene, pagar contas, doar máscaras e providenciar fraldas para bebês.


Há muito a ser feito, mas também há muita gente fazendo. E essas iniciativas precisam de apoio para continuarem.


Conheça projetos de Belo Horizonte e região que ajudam mulheres em situação de vulnerabilidade na pandemia:


Coletivo bELAS


Lançado após o início da pandemia de Covid-19, o Coletivo bELAS distribui kits de autocuidado, compostos por itens de higiene e beleza, para mulheres de comunidades periféricas.


É formado pela fotógrafa Karen Ramos, da Florescer Retratos, pela hair stylist Helen Castro, do Estúdio Tuty Hair, pela contadora Kelly Dias e pela estrategista de ideias Wellen Rezende, da Gaveta da Well. O coletivo também conta com um grupo de voluntárias que ajudam na coleta e transporte de doações e na divulgação do coletivo.


A primeira campanha arrecadou, em um mês, R$1.604,28 e doou 40 kits básicos, 8 litros de álcool em gel, 240 máscaras e 49 cobertores, além de várias peças de roupas para mulheres do grupo assistido pela Conferência Santa Matilde, da SSVP do bairro de Nossa Senhora de Fátima, em Sabará.


A segunda campanha está ativa com a meta de 100 kits e expansão de assistência a um grupo do Barreiro, em Belo Horizonte.


“Estamos enfrentando uma crise política e econômica, em meio a uma pandemia, e infelizmente as mulheres (principalmente as negras) estão mais expostas ao risco de contaminação e às vulnerabilidades sociais decorrentes do cenário atual, como desemprego, violência, falta de acesso aos serviços de saúde e aumento da pobreza, além do aumento dos casos de feminicídio”, explicam as idealizadoras do Coletivo bELAS. “Não há luta sem olhar atento para a desigualdade de gênero, por este motivo o Coletivo bELAS tem suas ações voltadas às mulheres em situação de vulnerabilidade, tentando levar a elas autoestima, dignidade e humanidade através dos kits de beleza e higiene”.

Maneiras de colaborar com o Coletivo bELAS:

  • Doando qualquer item do kit básico de beleza e higiene;

  • Doando qualquer quantia em dinheiro para ajudar a comprar itens do kit básico;

  • Oferecendo serviço de transporte e coleta dos itens doados;

  • Divulgando o Coletivo e as ações dele;

  • Oferecendo mão de obra para ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade (o grupo está cadastrando profissionais que estão dispostas a oferecer os próprios serviços em prol da causa, como: psicólogas, assistente social, advogadas, etc);

  • Se for artista, doando seus originais para o Coletivo comercializar prints na loja virtual, onde toda a renda é revertida para a compra dos itens do kit;

  • Se for artesã, doando um item produzido para ser rifado.

Instagram: @coletivobelas

E-mail: belascoletivo@gmail.com


Ninguém Solta a Mãe de Ninguém

O projeto começou de maneira informal, com um grupo de mulheres unido pelo extinto Padecendo no Paraíso ajudando algumas amigas e conhecidas que estavam passando dificuldades com o início da pandemia.


De lá para cá, mais de 40 mães foram amparadas pelo grupo. “Realizamos o pagamento de contas de necessidade básica, como luz, água, aluguel, supermercado, ou qualquer outra que seja identificada como urgente. Também temos psicólogas e advogadas disponíveis que prestam serviços às mães de maneira gratuita”, explicam.


As mulheres que precisam de ajuda preenchem um formulário em que descrevem a própria situação. Depois, precisam apresentar documentos como RG, certidão de nascimento dos filhos e carteira de trabalho.


Para ajudar o Ninguém Solta a Mãe de Ninguém, pode-se transferir qualquer valor para a conta bancária do grupo ou contribuir pelo PicPay. As organizadoras também pedem doações de cestas básicas, roupas, kits de higiene, móveis e qualquer outro item.


Instagram: @ninguemsolta_amaedeninguem


Projeto Carolinas

Para contribuir com o Projeto Carolinas, basta se proteger. Para cada máscara vendida, uma é doada, e o lucro é revertido em doações para mulheres das periferias de Belo Horizonte em situação de vulnerabilidade.

As máscaras são feitas por 9 costureiras de diferentes bairros e regiões: Aglomerado da Serra, Morro das Pedras, Júlio Maria, Campo Alegre e Céu Azul.

“Eu entrei numa crise depressiva muito forte, e a doutora Inês, que é a responsável pela ONG Laço e também é minha psiquiatra, me desafiou a coordenar o projeto. Eu sou formada em Design de Moda e trabalho com costura há muitos anos”, conta Thayane, responsável pelo Projeto Carolinas.

Ela explica como funciona a iniciativa: “Normalmente eu compro os materiais, lavo e passo, separo em kits e entrego para as costureiras. Elas fazem as máscaras e me devolvem, e eu pago para cada costureira um valor de acordo com as máscaras produzidas. Depois, eu esterilizo todas as máscaras, fotografo, embalo, encaminho as máscaras para venda e distribuo as doações”.

Até agora foram produzidas cerca de 1500 máscaras, doadas cerca de 800, e 700 máscaras foram vendidas.

As máscaras podem ser compradas pelo Instagram @projeto_carolinas e custam a partir de R$ 5 (para compras acima de 10 unidades).

O Projeto Carolinas também pode ser apoiado por doações em dinheiro:

Banco: 336 - Banco C6 S.A.

Agência: 0001

Conta Corrente: 546335-1

CPF: 122.162.606-06

Chá de Bebê Coletivo das Ocupações

O evento não surgiu durante a pandemia, mas em 2012, na Ocupação Eliana Silva, situada na região do Barreiro. O Movimento de Mulheres Olga Benário, em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), organiza dois chás de bebê coletivos por ano, para garantir o básico para as mães e bebês assistidos.


Atualmente, a iniciativa atende mulheres da Casa Tina Martins e das ocupações Eliana Silva, Camilo Torres, Carlos Lamarca e Carolina Maria de Jesus. A quantidade de mulheres que recebem as doações varia, mas a Coordenação da Casa de Referência Tina Martins informou que 15 gestantes participaram da última edição do chá de bebê.


A campanha de arrecadações é permanente e o os Movimentos pedem fraldas P, M e G, lenços umedecidos e xampu, condicionador e sabonete infantis. As doações podem ser entregues na Casa Tina Martins (Rua Paraíba, 641). Mais informações no Instagram @casatinamartins.


Para doações em dinheiro:


Banco do Brasil

AG - 1221-1

C. Corrente - 75.365-3

Bárbara L F Mota

CPF 136.348.756-66